Maya Angelou e ainda resisto

Antes de falarmos de Maya Angelou, eu já lhe digo: prepara esse Netflix porque você vai querer ver esse documentário.

Sobre o que é “Maya Angelou e ainda resisto”

Como o próprio nome pode sugerir, Maya Angelou e ainda resisto é um documentário sobre a própria Maya. A parte do “ainda resisto” do título é uma referência a um dos poemas mais famosos e icônicos dela, I still rise (coloquei ele na íntegra no final desse post). Seu nome é Marguerite Ann Johnson, Maya é o seu apelido. Ela nasceu em 1928, nos EUA.

Aqui é o momento que eu geralmente defino quem é a pessoa que estou falando sobre. Mas, vou lhe dizer que definir a Maya é um pouco difícil. Ela foi escritora, poetisa, atriz, diretora, produtora, ativista… A lista tende ao infinito.

Maya Angelou

O que eu achei

Se eu pudesse resumir o que eu achei depois de assistir o documentário é inspiradora. Extremamente inspiradora.

Maya foi uma mulher pioneira, absurdamente inteligente e que lutou pelo o que acreditava. A minha sensação ao ver o documentário foi “como eu queria ter conhecido essa mulher!”. Ela consegue te inspirar mesmo não estando mais aqui. Além disso, as coisas que ela fala são extremamente atuais até os dias de hoje.

Mais do que vale a pena ver! E de ler também. No momento, eu estou lendo o livro dela “Porque o pássaro canta na gaiola”. O documentário dá a impressão de ter sido fortemente inspirado nesse livro, mas mesmo assim dá vontade de ler e saber mais sobre a vida dela.

Aqui abaixo, vou colocar o poema dela I still rise. Até hoje ele é como um manifesto para o movimento de luta negra.

Ainda Assim Eu Me Levanto – (“Still I Rise”)


Você pode me inscrever na História
Com as mentiras amargas que contar,
Você pode me arrastar no pó
Mas ainda assim, como o pó, eu vou me levantar.
Minha elegância o perturba?
Por que você afunda no pesar?
Porque eu ando como se eu tivesse poços de petróleo
Jorrando em minha sala de estar.
Assim como lua e o sol,
Com a certeza das ondas do mar
Como se ergue a esperança
Ainda assim, vou me levantar
Você queria me ver abatida?
Cabeça baixa, olhar caído?
Ombros curvados com lágrimas
Com a alma a gritar enfraquecida?
Minha altivez o ofende?
Não leve isso tão a mal,
Porque eu rio como se eu tivesse
Minas de ouro no meu quintal.
Você pode me fuzilar com suas palavras,
E me cortar com o seu olhar
Você pode me matar com o seu ódio,
Mas assim, como o ar, eu vou me levantar
A minha sensualidade o aborrece?
E você, surpreso, se admira,
Ao me ver dançar como se tivesse,
Diamantes na altura da virilha?
Das chochas dessa História escandalosa
Eu me levanto
Acima de um passado que está enraizado na dor
Eu me levanto
Eu sou um oceano negro, vasto e irriquieto,
Indo e vindo contra as marés, eu me levanto.
Deixando para trás noites de terror e medo
Eu me levanto
Em uma madrugada que é maravilhosamente clara
Eu me levanto
Trazendo os dons que meus ancestrais deram,
Eu sou o sonho e as esperanças dos escravos.
Eu me levanto
Eu me levanto
Eu me levanto! Você pode me arrastar no pó

Vejam o documentário, leiam o livro e entrem em contato com Maya. Garanto que só vai lhe fazer bem!

[Vale a pena ver] Maya Angelou e ainda resisto
Classificado como:                    

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Coaching e Psicologia para Mulheres