Por que estou fazendo isso?

Desde que eu entrei para esse tal de “mercado de trabalho”, ainda como uma profissional de RH, e, principalmente, depois que comecei a me aventurar nessa vida de coach, o que eu mais vejo são pessoas desmotivadas com os seus empregos. E quando eu falo desmotivadas, eu falo no sentido literal mesmo, que não encontram motivo para ação, para irem todos os dias para seus trabalhos e realizarem suas tarefas. E o meu papo hoje é justamente para essas pessoas! Alô, alô, você!

Não me faltam exemplos de pessoas que parece que vão se arrastando para o trabalho. Pessoas que comemoram a chegada da sexta-feira e sofrem com a aproximação da temida segunda-feira. Pessoas que fazem o mínimo necessário, procrastinando até não poderem mais e que muitas vezes acabam gastando mais tempo no Facebook do que fazendo algo realmente produtivo. Levanta a mão quem se identificou aí!

A questão é que essas pessoas (ou, caso a carapuça servir, pode substituir “essas pessoas” por “você” no estilo Bela Gil #EntendedoresEntenderão) acabam passando a maior parte dos seus dias sem se dedicar de fato, de corpo e alma, a uma atividade. E fazer menos do que se sente capaz de fazer acaba transmitindo uma mensagem para nós mesmas de que somos inferiores ao que realmente somos, a nossa verdadeira essência. Concorda?

Tem um verso do Fernando Pessoa que eu amo (na verdade, são dois versos), inclusive já foi uma das frases aqui do blog (clique aqui para ver): “Sê todo em cada coisa; Põe quanto és no mínimo que fazes”. E esse acabou sendo o meu lema para a vida e, acredite em mim, eu era uma dessas pessoas.

Por isso, eu proponho para aquelas que estão lendo esse post agora e se identificaram com a descrição que eu fiz acima, a se perguntarem:

Por que estou fazendo isso?

Por que você está no emprego que está? Por que você faz as atividades que faz? Por que você gasta os seus dias desse jeito? Por que você não foi atrás de algo que lhe dê mais satisfação?

Que tal encontrar o motivo para você estar onde está? A partir desse motivo, que tal analisar se é “só” uma acomodação sua, um medinho de sair da zona de conforto ou se realmente há um bom motivo para isso?

Eu sei que há muitos casos em que a pessoa tem responsabilidades e por isso não pode jogar tudo para cima e ir atrás do que ama. Eu sei que há diversos casos que essa transição tem que ser muito bem planejada e tem que ocorrer lentamente. Eu sei que há casos e casos. Confie em mim, eu sei disso!

Mas, o que eu quero aqui é que você torne consciente para você mesma o porquê de você estar onde está e estar fazendo o que faz. De você encontrar um motivo para estar levando os seus dias em um trabalho que não gosta tanto. Se você chegar à conclusão de que está onde está por medo de sair da zona de conforto, ok! Você está no seu direito desde que tenha consciência disso. Ou você faz o que faz como algo temporário ou como um trampolim para chegar onde realmente deseja? Ótimo!

O importante é que ao ter clareza disso, vai ficar muito mais fácil de você encontrar a motivação para desempenhar as suas tarefas dando 100% de você. Não fazendo algo meia boca. Fazendo algo se dedicando, se entregando. E, com isso, não se subestimando e transmitindo uma mensagem de ser inferior ao que você realmente é.

Então, que tal parar e se perguntar o porquê você está fazendo isso?

Eu adoraria saber o que você respondeu! Se quiser, comenta aqui ou me manda uma mensagem.

Por que estou fazendo isso?
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