A fuga do padrãoO papo dessa semana é uma observação/comentário/desabafo/vamos ver ser mais gente concorda. Sobre o que vamos falar? Nosso querido padrão!

O padrão desde que nos conhecemos por gente

Desde quando nascemos, somos imersas na política do padrão.

Menina tem que furar orelha. Menina tem que usar rosa. Menina tem que brincar de boneca. Menina tem que…

São muitos “tem que” para cá e outros “tem que” para lá. E, com isso, vamos seguindo a boiada e respeitando os padrões que são ditados para nós.

Contestando os padrões

No entanto, há um movimento de contestar esses padrões (amém!). E isso é ótimo e saudável!

Começamos a nos questionar se precisamos viver com tantos “tem que” e se isso realmente faz sentido. Na maioria das vezes, vemos que esses padrões funcionam mais como prisões e ditaduras do que boas práticas.

Essa contestação que estamos vivendo hoje em dia, muito graças ao movimento feminista, é maravilhosa! Começamos a nos aceitar mais como realmente somos e isso é extremamente empoderador.

Vemos que não precisamos vestir 38. Não precisamos ter o cabelo liso. Não precisamos querer ter filho. Não precisamos nos casar.

E estará tudo bem! Você continuará tendo o seu valor e sua beleza!

A volta do padrão

No entanto, o que eu tenho percebido é que essa luta por não seguirmos os padrões que são ditados para nós, acaba criando outros padrões.

Há um movimento de pularmos de um extremo de “tem que” para outro extremo de “tem que”.

Então o tem que ter cabelo liso, passa a ser um tem que ter o cabelo natural (seja ele lá como for). Tem que fazer cirurgia plástica para tem que ficar com o corpo do jeito que ele é. Tem que se depilar para o tem que manter os pelos.

Vocês conseguem perceber que quando adotamos esse tipo de discurso, acabamos apenas mudando os padrões que temos que seguir? Acabamos esquecendo do que estávamos questionando e lutando, que é a nossa liberdade.

Empoderamento

Na minha opinião, nós temos que fazer o que nos fará sentir bem com a gente mesma. Você vai se sentir bem alisando o cabelo? Então alisa! Você vai se sentir bem com os seus seios pequenos? Então não coloca o silicone!

Empoderar a nós mesmas e a outras mulheres é justamente lutarmos para que a gente possa fazer o que realmente queremos com os nossos corpos e nossas vidas. E não o que uma moda ou um padrão externo diz que deveríamos estar fazendo.

Temos que tomar cuidado para não esquecermos disso e acabarmos caindo nesse discurso que é tão perverso para todas nós.

Como dar fim ao padrão?

Se eu posso dar um conselho, uma bela forma de começar a fazer isso é treinar o não julgamento da coleguinha do lado.

Fica como proposta de exercício para essa semana, não julgar sua amiga, mãe, colega de trabalho sobre como ela quer constituir a aparência dela ou sobre que decisões ela considera mais acertadas para a sua vida.

Vamos treinar a empatia?

Isso com certeza será empoderador para as mulheres a sua volta e para você mesma!

O que você acha desse papo todo?

A fuga do padrão
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